O SINDIPESA, em conjunto com a CSi, faz um alerta ao setor sobre os riscos associados à corrosão em estruturas de guindastes, um problema recorrente que pode comprometer a integridade dos equipamentos e a segurança das operações. A preocupação se baseia em inspeções técnicas realizadas recentemente pela CSi que identificaram casos de degradação avançada em diferentes tipos de equipamentos.
A corrosão é um processo silencioso e progressivo, que reduz a resistência dos materiais ao longo do tempo, afetando principalmente lanças e componentes estruturais. Em estruturas treliçadas, o risco é ainda maior devido à presença de múltiplos pontos de conexão, onde há maior propensão ao acúmulo de água, sujeira e agentes corrosivos, especialmente em ambientes marítimos.
De acordo com a CSi, é comum identificar quadros de corrosão associados à ausência de práticas básicas de manutenção, como a limpeza periódica com água doce em equipamentos expostos ao sal. Com o avanço do problema, há perda de espessura dos materiais, comprometimento de soldas e, em casos mais graves, o surgimento de trincas que podem evoluir para falhas estruturais.
Para o presidente do SINDIPESA, Julio Eduardo Simões, a frequência na manutenção desses equipamentos não pode ser negligenciada. “O setor opera com equipamentos de alta responsabilidade técnica, e a integridade estrutural dos guindastes deve ser tratada como prioridade absoluta. A corrosão é um risco que não pode ser ignorado, pois impacta diretamente a segurança das operações e das pessoas envolvidas”.
Além dos riscos operacionais, a corrosão também representa impacto financeiro significativo. Quando identificada em estágio avançado, a recuperação pode exigir desmontagem completa de componentes, substituição de peças e intervenções complexas, elevando custos que poderiam ser evitados com ações preventivas.
Para Luiz Rodrigo Bossa, sócio da CSi, a prevenção ainda é o caminho mais eficiente. “O que temos observado nas inspeções é que muitos desses quadros poderiam ser evitados com medidas simples, como rotinas de limpeza, inspeções regulares e atenção aos pontos críticos da estrutura. A corrosão evolui de forma discreta, e quando se torna visível, muitas vezes já está em um estágio avançado”, afirma.
Diante desse cenário, SINDIPESA e CSi reforçam a importância da manutenção preventiva, da realização de inspeções técnicas periódicas e da adoção de boas práticas operacionais. A atuação conjunta busca ampliar a conscientização do setor e contribuir para operações mais seguras, eficientes e alinhadas às exigências técnicas.
O SINDIPESA segue atuando na orientação das empresas e no fortalecimento de práticas que elevem o padrão de segurança no transporte e movimentação de cargas pesadas e excepcionais, promovendo um ambiente mais responsável e sustentável para todo o segmento.
