O DNIT concluiu, nesta sexta-feira (17), o relatório técnico do conjunto de investigações técnicas sobre a Ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, em Pedro Afonso (TO). Os resultados explicam a origem dos problemas identificados na estrutura e fundamentam a decisão acerca do futuro da travessia. A ponte, portanto, está com o tráfego totalmente restrito.
O que foi feito
A investigação teve duas etapas complementares. Primeiro, entre os dias 8 e 10 de julho, a ponte passou por uma prova de carga: caminhões carregados e pesados um a um, somando até 360 toneladas, foram posicionados sobre o vão central enquanto centenas de sensores mediam como a estrutura reagia — o equivalente a um teste de esforço supervisionado, feito com todo o controle de segurança.
Em paralelo, amostras de concreto retiradas das fundações, dos blocos e dos pilares foram enviadas ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) , em São Paulo, onde passaram por análise ao microscópio, como uma biópsia do material.
O que os exames mostraram
A prova de carga revelou um comportamento atípico: ao retirar o peso dos caminhões, a ponte não voltou completamente à posição original. No vão central, parte da deformação ficou registrada de forma permanente nas fundações e nos pilares.
O exame de laboratório explicou o porquê. O concreto das fundações dos dois apoios centrais está acometido por duas reações químicas internas, conhecidas pelos engenheiros como reação álcali-agregado e formação de etringita tardia. Em termos simples, é um problema irreversível e a única solução é a substituição.
O que acontece agora
Com base nessas conclusões e nos critérios técnicos do Programa de Reabilitação de Obras de Arte Especiais (PROARTE), o DNIT adotará como diretriz a reconstrução da ponte.
Enquanto a solução definitiva é preparada, a ponte está totalmente interditada. O DNIT não descarta a reabertura da estrutura para o trânsito de veículos leves, como carros e motos, mas, para isso, será preciso a realização de serviços preparatórios. Em 15 dias, a autarquia reavaliará essa possibilidade.
Reiteramos que a fiscalização será feita de forma rigorosa, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal. Os motoristas devem seguir pelas rotas alternativas previamente divulgadas.
Por fim, reafirmamos nosso compromisso com a transparência e asseguramos que todas as decisões sobre a travessia foram e continuarão sendo tomadas com base em critérios estritamente técnicos, apoiadas em ensaios realizados por instituições de referência nacional, e serão comunicadas com transparência à população.
Confira a rota alternativa:
– Seguir pela BR-153 até Guaraí;
– Acessar a TO-239 em direção a Tupiratins;
– Travessia por balsa para Itaperatins;
– Prosseguir pela TO-239 passando por Itacajá;
– Seguir pela BR-010 até Santa Maria;
– Acessar TO-010 sentido Pedro Afonso.

Fonte: DNIT
