Alta de juros nos EUA pode impactar Brasil por meio do câmbio, diz economista

Em entrevista à CNN, nesta terça-feira (13), o estrategista-chefe da Inv, Rodrigo Natali, afirmou que uma nova alta de juros nos Estados Unidos pode impactar o Brasil por meio do câmbio, uma vez que o dólar será valorizado.

“Existe um risco caso esse movimento continue, de alta de juros, atraindo capital para o país onde os juros estão subindo, no caso, os Estados Unidos. Isso faz com que a moeda se valorize frente as demais e também, potencialmente, para o real, esse é o principal impacto”, disse.

Nesta terça-feira, a inflação nos Estados Unidos desacelerou no acumulado de 12 meses encerrado em agosto de 2022, para 8,3%, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

O índice é um dos indicadores utilizados pelo Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês, o banco central norte-americano) para determinar a decisão sobre a taxa básica de juros do país. A próxima reunião da instituição está marcada para o dia 21 de setembro.

Sobre as expectativas para a próxima reunião do banco, Natali diz que o mercado espera uma nova alta de 75 pontos-base (0,75 ponto percentual). Para o economista, o Fed tenta fazer com que o mercado siga na direção que possa auxiliar mais a instituição no combate à inflação.

“O que torna o Fed mais apto para tomar medidas extremas ou engrossar o tom. Todas essas formas são instrumentos de tentar fazer com que o mercado vá na direção que auxilie o banco na política monetária. Então hoje em dia o risco para isso seria o mercado ficar muito otimista e o Fed ter de tomar alguma atitude para poder fazer o contraponto”.

Por fim, o especialista pontua que, para o Brasil, nessa situação, o mais importante é a disciplina fiscal. “A política fiscal tem um impacto lento na dinâmica do mercado, mas ele, sim, que atrai os grandes fluxos de capitais. O que faria o fluxo bom seria o país, lentamente, provar que é austero, que é equilibrado”, afirmou.

Fonte: CNN – https://www.cnnbrasil.com.br/business/alta-de-juros-nos-eua-pode-impactar-brasil-por-meio-do-cambio-diz-economista/

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