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Queda no roubo de cargas ainda não elimina pressão sobre transportadoras

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São Paulo registra menor número de ocorrências da série histórica, mas setor mantém investimentos em rastreamento, monitoramento, seguros e gerenciamento de risco

A queda de 30,9% nos roubos de cargas em São Paulo nos primeiros sete meses de 2026 ainda não retirou a segurança da lista de preocupações das transportadoras. Apesar de o Estado ter alcançado o menor número de ocorrências da série histórica para o período, empresas continuam mantendo estruturas de gerenciamento de risco, rastreamento, monitoramento e seguros.

Entre janeiro e julho, São Paulo registrou 1.454 roubos de carga, ante 2.106 no mesmo período de 2025. Em julho, foram 207 ocorrências, contra 250 um ano antes, redução de 17,2%, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

A redução já havia sido registrada nos meses anteriores. De janeiro a maio, por exemplo, as ocorrências haviam recuado 34,3%, de 1.613 para 1.060 casos. Em julho, o Estado completou sete meses consecutivos de queda na comparação com os mesmos meses de 2025.

Para o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), a continuidade desse movimento pode ter reflexos sobre custos associados à segurança das operações. “Quanto maior a segurança nas estradas, menores os custos das empresas com seguros e outras medidas de prevenção”, afirma Marcelo Rodrigues, presidente da entidade.

O sindicato, porém, não apresentou dados que permitam identificar se a redução das ocorrências já provocou queda nos preços dos seguros ou nos gastos das transportadoras com gerenciamento de risco.

Segundo a SSP-SP, o combate aos crimes patrimoniais envolve direcionamento do policiamento a partir da identificação de locais e horários de maior incidência, operações, investigações e cumprimento de mandados. No caso específico do roubo de cargas, a pasta também aponta a troca de informações entre as forças de segurança, empresas e entidades do transporte como parte da estratégia.

A continuidade das ocorrências mostra, porém, que o risco permanece presente nas operações. Mesmo no menor patamar da série histórica, São Paulo registrou uma média de quase sete roubos de carga por dia em julho.

 

Fonte: Agência Transporte Moderno