Índice ABCR de março 2026 registra estabilidade na movimentação de veículos na comparação com o mês anterior
O Índice ABCR, que mensura o fluxo de veículos pedagiados nas rodovias concedidas à iniciativa privada, registrou em março de 2026 uma irrisória alta de 0,1% na comparação dessazonalizada com fevereiro do mesmo ano. O indicador, elaborado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em parceria com a Tendências Consultoria, atingiu esse desempenho puxado pelo comportamento dos dois segmentos que o compõem, incluindo o fluxo de veículos leves, que avançou 0,3% no mês, e o de pesados, que cresceu 2%, ambos já desconsiderando efeitos sazonais.
Na comparação com março de 2025, o índice total acelerou 1,6%, resultado que combina uma queda de 0,3% no tráfego de leves com um vigoroso aumento de 7,5% no segmento de pesados. No acumulado dos últimos doze meses encerrados em março, o índice total avançou 2,4%, impulsionado pelas altas de 2,5% nos veículos leves e de 2,2% nos pesados. Já no acumulado do primeiro trimestre de 2026, o indicador total subiu 1,6%, com leves crescendo 1,4% e pesados, 2,2%.
Os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert, comentam que o fluxo nas praças da ABCR cresceu de forma modesta em março, sustentado pelos veículos pesados, mas a retração observada nos leves levou a uma contração no acumulado do primeiro trimestre, interrompendo uma tendência de expansão que vinha desde 2022. Apesar disso, eles ressaltam que o índice ainda se mantém em patamar historicamente elevado, próximo ao pico da série histórica.
Para os próximos meses, os analistas recomendam acompanhar o comportamento dos veículos leves em um contexto de pressão sobre os preços dos combustíveis, aumento da inadimplência e fundamentos macroeconômicos mistos. Em relação aos pesados, a consultoria indica que o segmento apresentou recuperação no primeiro trimestre após oscilações recentes, revertendo perdas anteriores, mas ainda segue condicionado a fatores conjunturais, como uma safra de grãos menor, os efeitos defasados da política monetária restritiva e o aumento dos custos de diesel e fertilizantes. No médio e longo prazos, contudo, a expansão do comércio eletrônico e da demanda logística continua a sustentar o desempenho do setor.
Sudeste
Recortando os dados por região, no estado do Rio de Janeiro o índice ABCR total avançou 0,9% em março na série dessazonalizada ante fevereiro, resultado das altas de 0,8% nos veículos leves e de 5,0% nos pesados. Na comparação com março de 2025, o indicador fluminense registrou alta de 2,2%, puxada pelo avanço de 0,5% nos leves e de 9,9% nos pesados. Nos últimos doze meses, o índice total cresceu 1,1% no estado, com o fluxo de leves acumulando elevação de 0,9% e o de pesados, de 2,1%. No acumulado do ano até março, os números do Rio de Janeiro mostram alta de 1,3% no total, sendo 1,1% em leves e 2,4% em pesados.
Em São Paulo, o fluxo pedagiado total cresceu 0,7% em março ante fevereiro, já com ajuste sazonal, reflexo do aumento de 0,4% nos veículos leves e de 1,4% nos pesados. Em relação ao mesmo mês de 2025, o índice paulista avançou 1,8%, com alta de 0,3% nos leves e de 7,0% nos pesados. No acumulado em doze meses, o indicador total registrou avanço de 1,9% em São Paulo, impulsionado pelas altas de 2,0% no fluxo de veículos leves e de 1,7% no de pesados. No primeiro trimestre de 2026, o estado acumula crescimento de 1,2% no índice total, com leves subindo 1,1% e pesados, 1,7%.
Fonte: Frota&Cia
