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Reforma Tributária mobiliza transportadoras e acende alerta sobre custos no TRC

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A aprovação da Reforma Tributária tem acendido um sinal de alerta no transporte rodoviário de cargas, setor responsável por mais de 65% da movimentação de mercadorias no país. As mudanças na tributação sobre o consumo devem alterar a formação de custos, o planejamento fiscal e a estrutura operacional das transportadoras, em um período de transição que se estende até 2033.

Diante desse cenário, o Setcepar, por meio de sua regional em Londrina, tem intensificado ações de orientação voltadas principalmente às pequenas e médias empresas, que concentram grande parte do setor. A entidade reforça a necessidade de maior atenção à gestão tributária e ao planejamento financeiro durante a implementação gradual das novas regras.

Segundo o presidente da regional, Silvio Kasnodzei, o momento exige preparo e acompanhamento constante. “Estamos diante de uma das maiores mudanças no sistema tributário brasileiro das últimas décadas. Para o transporte rodoviário de cargas, isso significa compreender com profundidade os novos mecanismos de tributação e seus reflexos na estrutura de custos”, afirma.

Para apoiar os transportadores, o sindicato ampliou o acesso a suporte técnico, com consultoria tributária e jurídica voltada à interpretação das novas normas. A iniciativa busca reduzir incertezas e preparar as empresas para os impactos práticos da reforma.

Como parte desse esforço, o sindicato de Londrina realizou, em 17 de março, o encontro “Reforma Tributária: Impactos e Aspectos Práticos para o Setor de Transportes”, em parceria com a COMJOVEM Londrina e a RM Sociedade de Advogados. O evento reuniu empresários e especialistas para discutir os efeitos das mudanças e esclarecer dúvidas sobre a aplicação do novo modelo tributário.

A palestra foi conduzida pelos advogados Isabella Scarparo e Thadeo Sobocinski, que apresentaram os principais pontos técnicos da reforma e seus impactos na rotina das transportadoras.

Para Kasnodzei, embora o processo seja longo e complexo, também abre espaço para organização e planejamento estratégico. “Nosso foco é garantir que o transportador tenha informação, apoio e condições para se adaptar às mudanças, preservando a competitividade e a sustentabilidade do setor”, conclui.

Fonte: Agência Transporte Moderno