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Logística em destaque: CNT marca presença em visita técnica a porto seco

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Estrutura alfandegada mostra eficiência no desembaraço e integração multimodal

Os portos secos cumprem função essencial na logística brasileira ao descentralizarem operações de importação e exportação, aproximando o comércio exterior de regiões do interior e reduzindo custos para empresas. Essas estruturas alfandegadas, com presença permanente da Receita Federal e de órgãos de fiscalização, permitem maior agilidade no desembaraço de cargas e ampliam a integração entre os modais rodoviário, ferroviário e portuário.

Foi nesse contexto em que a CNT participou, a convite da Abepra (Associação Brasileira de Portos Secos e Clias), de uma visita técnica ao Porto Seco Centro-Oeste em Anápolis (GO). A agenda contou também com a presença da Frenlogi (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura), reunindo técnicos para conhecer de perto a estrutura e as operações de um dos maiores portos secos do país.

O grupo foi recebido por Everaldo Fiatkoski, diretor de Operações do porto seco, que apresentou os padrões internacionais de qualidade e segurança adotados pelo terminal. Ele destacou que “a importância do associativismo e da presença de atores políticos é fundamental”, lembrando que crises como os alagamentos no Rio Grande do Sul mostraram como a logística, muitas vezes invisível, é essencial para o país. Everaldo também explicou que o Porto nasceu em 1999 voltado para a exportação de grãos, mas precisou “repensar o mercado e apostar nas importações e nas indústrias locais”, o que garantiu crescimento e relevância.

A gerente executiva governamental da CNT, Danielle Bernardes, ressaltou a atuação da Confederação junto a ministérios e agências reguladoras e enfatizou que os maiores gargalos portuários costumam estar nas vias de acesso, como rodovias e ferrovias que conectam os terminais. No caso do porto seco de Anápolis, a estrutura diferenciada, com integração entre modais e áreas de regulação, evita filas de caminhões e garante previsibilidade. Para ela, a logística precisa ser pensada de forma inteligente e integrada. “Não basta ter logística eficiente para a chegada da carga; é preciso pensar o terminal de forma inteligente. E isso é mérito da equipe”, afirmou.

O deputado Edinho Bez (MDB-SC), diretor institucional da Frenlogi, destacou que a Frente Parlamentar reúne câmaras temáticas voltadas para transporte, mobilidade e telecomunicações. Ele ressaltou que a falta de planejamento histórico dos governos compromete o futuro da infraestrutura e alertou para a necessidade de investimentos consistentes em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. “O Brasil é viável e tem riquezas únicas, como água doce, costa marítima e reservas minerais, mas precisa transformar esse potencial em projetos estruturados”, disse.

Com cerca de 500 mil m² de área, o porto seco de Anápolis é considerado o terceiro maior do Brasil e movimentou mais de 688 mil toneladas de cargas em 2024. Sua localização, próxima ao Trevo do Brasil e conectada às rodovias BR-060, BR-153 e BR-414, além de ramais da Ferrovia Centro-Atlântica, reforça o papel dos portos secos na integração multimodal e na competitividade logística do país.

Representatividade ampliada
A visita técnica ocorre em um momento de fortalecimento institucional da CNT. Recentemente, a Abepra passou a integrar o quadro de entidades associadas da Confederação ao lado da ABTL (Associação Brasileira de Terminais de Líquidos). A iniciativa amplia a representatividade dos segmentos aquaviário e portuário e fortalece o papel da CNT como articuladora de políticas públicas e soluções para o desenvolvimento da logística e do comércio exterior no Brasil.

Além da gerente executiva governamental, Danielle Bernardes, também integraram a comitiva a gerente executiva de Poder Legislativo, da CNT, Andrea Cavalcanti; a gerente executiva de Gestão e Projetos da CNT, Marcia Kamada; técnicos do Sistema Transporte e assessores da Abepra. A visita foi coordenada pelo presidente da Abepra, Elielson Almeida, que conduziu os trabalhos e reforçou a importância da aproximação entre entidades representativas, setor produtivo e Parlamento para o fortalecimento da logística nacional.

Fonte: Agência CNT Atual