Estudo da CNT aponta que aportes privados têm retorno em menos de um ano
Investimentos em infraestrutura rodoviária têm potencial de multiplicar o impacto econômico no país, com retorno que pode chegar a quase cinco vezes o valor aplicado. É o que mostra estudo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), que aponta que cada R$ 1 investido em rodovias pode gerar até R$ 4,77 no PIB (Produto Interno Bruto) do setor de transporte em menos de um ano.
O levantamento indica que os investimentos privados apresentam resultados mais rápidos e expressivos. Enquanto o aporte público federal leva cerca de 18 meses para atingir um impacto total estimado de R$ 4,64 no PIB do transporte, o capital privado alcança efeito superior, de R$ 4,77, em aproximadamente nove meses.
Na prática, o retorno também é mais imediato quando os recursos vêm da iniciativa privada. Para cada R$ 1 investido, o impacto inicial sobre o PIB do transporte chega a R$ 2,58, valor mais de quatro vezes superior aos R$ 0,61 gerados pelo investimento público no mesmo período.
Segundo a diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende, “essa diferença é em relação ao tempo de maturação da obra. Uma obra pública normalmente demora muito mais tempo na sua execução do que uma obra privada. Os aportes são muito mais direcionados do investimento privado e principalmente mais contínuo”.
Apesar disso, a entidade ressalta que o investimento privado não substitui o papel do Estado. O setor público continua sendo essencial na estruturação de projetos no planejamento estratégico e na viabilização de empreendimentos com menor atratividade econômica, garantindo equilíbrio no desenvolvimento da infraestrutura, de acordo com a CNT.
A confederação projeta que o PIB brasileiro deve crescer 1,28% em 2026, enquanto o setor de transporte, armazenagem e correio deve avançar entre 0,37% e 0,97%. Como se trata de uma atividade diretamente ligada ao desempenho da economia, o fortalecimento da infraestrutura rodoviária é visto como peça-chave para impulsionar o crescimento e aumentar a competitividade do país.
Fonte: CNN Brasil
