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Abol cobra integração logística entre Brasil e Argentina

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Entidade defende conexão entre modais, simplificação nas fronteiras e previsibilidade regulatória para melhorar o fluxo de cargas

A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (Abol) defendeu maior integração entre Brasil e Argentina para reduzir entraves à movimentação de cargas. Durante o Cambras Business Day, encontro empresarial voltado à integração comercial entre Brasil e Argentina, realizado em Buenos Aires, a diretora executiva da entidade, Marcella Cunha, apontou a conexão entre modais, a simplificação documental e a previsibilidade regulatória como prioridades para melhorar a eficiência das operações.

A dimensão do comércio bilateral reforça a importância da integração logística: em 2025, o intercâmbio de bens entre Brasil e Argentina somou US$ 31,2 bilhões, alta de 12% sobre 2024 e o maior valor desde 2013, segundo levantamento da Bolsa de Comércio de Rosário com dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (INDEC)

Segundo a executiva, os desafios vão além da oferta de infraestrutura. A falta de articulação entre meios de transporte, terminais e sistemas de informação limita o aproveitamento das estruturas disponíveis, especialmente nas operações que cruzam as fronteiras.

No Brasil, apenas 31% dos operadores logísticos oferecem serviços multimodais, conforme a edição 2026 do Perfil dos Operadores Logísticos, levantamento realizado pela Abol a cada dois anos.

Conexão entre modais
Marcella defendeu que a expansão de ferrovias, hidrovias, cabotagem e transporte aéreo seja acompanhada por medidas que facilitem a transferência de cargas entre essas alternativas. Nas operações internacionais, destacou a adoção de documentos multimodais e a integração entre plataformas tecnológicas para dar continuidade ao transporte entre países.

A diretora também ressaltou a necessidade de diálogo permanente entre os setores público e privado para identificar obstáculos operacionais e formular propostas conjuntas. O Plano Nacional de Logística (PNL 2050), desenvolvido pelo Ministério dos Transportes, foi citado no encontro como referência brasileira de planejamento de longo prazo. “Precisamos de uma visão mais estratégica para as fronteiras, que considere infraestrutura, digitalização e as carências de ambas nações”, afirmou Marcella.

 

Fonte: Agência Transporte Moderno