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A Importância da Estabilidade do Solo e da Distribuição de Carga em Operações de Içamentos com Guindastes

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Por: Dasio de Souza e Silva Junior, Vice-Presidente Executivo

A eficiência e a segurança em operações de içamento dependem diretamente de uma base sólida. A estabilidade do solo constitui um dos fundamentos principais para a viabilidade de qualquer manobra com guindastes. Ignorar a capacidade de suporte do terreno pode vir a ser um motivo para acidentes graves, incluindo o tombamento do equipamento. Portanto, a engenharia de movimentação de cargas exige um conhecimento rigoroso da resistência do solo, o que inclui mapear e identificar a presença de elementos enterrados na área de trabalho, tais como bueiros, galerias, tubulações ou canalizações ocultas que possam entrar em colapso sob o peso do conjunto.

A forma como a força atua sobre o terreno varia de acordo com o modelo do equipamento. Os guindastes sobre pneus transmitem suas forças através de suas patolas, gerando altas pressões concentradas. Para distribuir a carga e reduzir a pressão aplicada, utilizam-se calços — estruturados por meio de pranchas, dormentes, mats ou chapas de aço — para ampliar a área de contato, exigindo um rigoroso nivelamento do terreno. Na engenharia de movimentação, os mats são grandes painéis modulares projetados especificamente para suportar cargas extremas, podendo ser constituídos de madeira de lei maciça, vigas de aço estrutural soldadas ou de materiais sintéticos industriais de alta densidade, como os polímeros reforçados. Já os guindastes sobre esteiras transmitem a força por meio das lagartas metálicas. Embora tenham uma área própria de contato maior, o peso bruto total do conjunto em operação exige, de igual modo, o uso de mats de distribuição robustos dispostos sob as esteiras para diminuir a pressão exercida no solo. Em ambos os modelos, a distribuição dessas forças nunca ocorre de forma igualitária ou perfeitamente uniforme no solo, pois o peso migra e se concentra mais em determinados pontos ou extremidades à medida que a lança se movimenta ou gira com a carga.

O dimensionamento da área desses apoios depende de duas variáveis fundamentais obtidas por análises técnicas. A primeira delas é a força máxima de apoio, que corresponde à maior carga exercida por uma única patola ou trecho da esteira durante a operação. Esse valor deve considerar o peso próprio do guindaste, o peso máximo da carga, o quadrante de operação onde a lança estará posicionada e as forças dinâmicas, como a velocidade do vento e a aceleração do movimento. Também entram obrigatoriamente nessa conta o peso de todos os acessórios abaixo do gancho e componentes suspensos, incluindo os moitões, os cabos de aço adicionais, os estropos, as manilhas, as cintas de poliéster e as vigas de carga ou balancins de distribuição. Essa força pontual máxima é extraída dos gráficos de reação de apoio fornecidos pelo fabricante do equipamento. A segunda variável é a pressão admissível, que define a capacidade de suporte segura determinada pelo estudo geotécnico do terreno.