Manifestamos nossa profunda preocupação com a escalada nos preços dos combustíveis derivada do conflito bélico no Irã. A crise geopolítica provocou uma ruptura imediata na cadeia global de petróleo, forçando um reajuste superior a 11% no preço do óleo diesel nas refinarias apenas neste mês de março.
A manutenção das tabelas de preços praticadas antes do conflito tornou-se inviável, sendo necessária uma imediata revisão das planilhas de composição de custo das operações, objetivando manter o equilíbrio econômico financeiro dos contratos e consequentemente a saúde financeira das empresas do setor como um todo.
É sabido que o diesel representa, em média, cerca de 35% do custo do frete, sendo o principal componente da estrutura operacional das transportadoras. O mesmo racional se aplica ao mercado de operações de movimentação de carga (guindastes), visto que os equipamentos de alta performance são igualmente movidos à combustível, representando parcela significativa da composição de custos da hora/máquina.
Em resposta a este cenário, o SINDIPESA orienta as empresas do segmento a:
a) procederem com a revisão urgente de suas planilhas de custos. Recomendamos a aplicação de cláusulas de reequilíbrio econômico-financeiro em contratos vigentes e que novos orçamentos tenham validade restrita, protegendo as prestadoras de serviço contra a volatilidade das cotações.
b) implementarem taxas emergenciais de combustível e a adoção de gatilhos contratuais automáticos são medidas que consideramos essenciais para garantir a segurança das operações, a manutenção das frotas e a saúde financeira das empresas.
A transparência na negociação com os contratantes e o rigor técnico na atualização dos preços são as únicas garantias para que o setor de transporte pesado e locação de guindastes atravesse este período de instabilidade preservando a eficiência da logística de infraestrutura do país.
O SINDIPESA seguirá monitorando os desdobramentos do cenário econômico, mantendo o setor informado e defendendo condições mais equilibradas para o setor de transporte e movimentação de cargas pesadas.
Julio Eduardo Simões
Presidente
